Não sei se outrora sentia, mas se sentia
É porque era fácil discernir entre dor e aperto
Se bem que notado o desespero
Não é necessária a presença do ser
Gentilmente colhido, o algodão
Mesmo sem querer
Enxuga as águas escorridas
Sendo pálio para todas elas
Menos aquelas que não querem ser colhidas
Há uma necessidade de sustentação
Como se fosse um voo inicial
Há um cúmplice
Para que a vida dê o apito final
Mas o campeonato... ah o campeonato...
Insiste em querer mais
No fim o que resta é o vento nas cadeiras vazias
A conta das escolhas feitas
O cobrador a espreita
E a vida na palma da mão.
Após feito o poema, fiquei na dúvida se postava ou não. Sei que talvez entendam que tem haver com o futebol, mas se notarem bem, todas as paixões são iguais. O que eu quero deixar claro é que a maioria dos poemas por mim feitos são de interpretações individuais, jamais devem ser feitos a fins de interpretação única, porque se não, a individualidade é corrompida e sei que nenhum de nós deseja isso, não é?

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