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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aos que foram e não passaram

Não tenho medo das minhas idéias
Elas que me dão na telha
Pobres e hostis segredos
Puras e delicadas velas
Nobres e caliçadas
Jazem comigo outrora
Não mais incomodaram
Seriam capazes de banalizar
Aquele que me traz
Consigo vindo de longe
Virtuosos vocábulos
Mentirosas terras
Ocultos desejos
Impisáveis arquivos
Medonhos medos
Feios absurdos que rasgam
Minha mente desenfreada
De pensamentos bordada
No fervor das batalhas aquecidas
Na brisa do campo, ouriçadas
No termino da vida, erguidas
Filhas do infortúnio
Tombadas pela dor
Respeitadas pelo verso.

1 comentários:

Anônimo disse...

Bruna...junta tu e tya...faz um livro (ou vários)...enriqueçam e me dêem uma BMW no meu niver! ;)

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